Workshop explica a acadêmicos os passos para a implantação do P.A.R.T.Y. em suas cidades

Objetivo é ampliar o número dos núcleos do programa no Brasil

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Integrantes do Programa P.A.R.T.Y. Campinas compartilhando sua experiência com o programa durante o workshop

Um workshop sobre o  P.A.R.T.Y.  (Prevenção do Risco de Trauma Relacionado ao Uso de Álcool na Juventude) Brasil explicou a acadêmicos do XVII CoLT (Congresso Brasileiro das Ligas do Trauma) como funciona o programa e quais os procedimentos para implantá-lo em suas cidades.  O objetivo é despertar o interesse dos alunos para que o P.A.R.T.Y. seja levado para um número cada vez maior de universidades. Atualmente, ele funciona em cinco municípios: Ribeirão Preto (SP), Campinas (SP), Vitória (ES), Sorocaba (SP) e São Luís (MA).

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Palestra recebeu grande número de Ligas interessadas na implantação do P.A.R.T.Y.

No Brasil, o P.A.R.T.Y. é coordenado pela SBAIT e executado por acadêmicos de Ligas do Trauma ou de Urgência. De origem canadense, sua primeira edição aconteceu em 1986. Em nosso País, chegou em 2008, em Ribeirão Preto, primeira cidade que desenvolveu o projeto. Ele é um programa preventivo, desenvolvido com adolescentes que ainda vão tirar a CNH (Carteira Nacional de Habilitação). O objetivo é orientá-los sobre os riscos de ingerir bebida alcoólica e dirigir entre outros riscos no transito decorrentes de suas escolhas.

Os resultados são tão positivos que, no Canadá,  a participação no programa fica registrada na carteira de habilitação, o que permite monitorar sua eficiência. Estudos apontam que as pessoas que participam do P.A.R.T.Y. se envolvem menos em acidentes ao longo da vida.

Basicamente, o programa é feito em um único dia, por meio período. Os adolescentes vão até um auditório dentro da universidade/hospital  participante onde assistem a várias palestras, com Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, alunos da Liga do Trauma e órgãos locais de trânsito, além de palestras com sequelados de acidentes, que contam o impacto que uma paralisaria, por exemplo, teve em sua vida. Esses depoimentos costumam sensibilizar os estudantes sobre o tema. Na sequência, eles visitam a enfermaria do hospital, momento em têm contato com outras vítimas de trauma.

Para viabilizar o P.A.R.T.Y., são fechadas parcerias com órgãos que possam fornecer o transporte e o lanche dos adolescentes, além dos que serão responsáveis pelas palestras. Em Campinas, por exemplo, o programa é desenvolvido com as escolas públicas e o transporte é feito pela empresa municipal de trânsito. Não é permitido vincular o programa a algum benefício econômico, já que ele é sem fins lucrativos, e nem a empresas de bebida alcoólica, bares, etc.

O primeiro passo para implantar o P.A.R.T.Y. em uma cidade é procurar a regional mais próxima do CoBralt (Comitê Brasileiro das Ligas do Trauma) para agendar uma visita a um P.A.R.T.Y. que funciona no Brasil, momento em que será possível conhecer o programa na prática. É importante destacar que o programa só pode ser implantado por alunos que não são de ligas acadêmicas quando a cidade não tiver nenhuma Liga. Se a cidade tiver Liga do Trauma ou de Urgência, a implantação deverá ser feita através da Liga, que precisa ser filiada ao CoBralt.

Após conhecer um núcleo do programa, os interessados precisam enviar uma carta ao Comitê de Prevenção da SBAIT, com todas as informações de como será feita a implantação: local (hospital), parceiros (PM, Bombeiros, etc.), público-alto (alunos, de que idade, que tipo de escola), como será feito o transporte do público-alvo, se será servido lanche, se há auditório para receber os visitantes, qual a periodicidade, etc. Enfim, é necessário informar toda a estrutura para a implantação.

É importante destacar que todas as parcerias feitas, inclusive com os órgãos públicos, precisam estar devidamente documentadas para que o programa realmente aconteça sem falhas. Outra dica interessante é definir o papel de cada um dentro do processo, principalmente dos acadêmicos que vão desenvolver o projeto, e um calendário prévio de visitas, de preferência semestral, para que todos os envolvidos possam se programar com antecedência.

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