Plano de contingência para atendimento de incidente com múltiplas vítimas é acionado no HC Unicamp.

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Engavetamento em Campinas (SP) deixou 25 feridos e três vítimas presas às ferragens

No dia 24 de maio ocorreu em Campinas (SP), um engavetamento entre três ônibus deixando  25 feridos, com três  vítimas presas às ferragens.

O resgate mobilizou equipes do  SAMU, Corpo de Bombeiros, GRAU/Águia, Polícia Militar, Concessionária Renovias e Unimed Help, que atuaram no resgate e no transporte das vítimas aos hospitais da cidade.

No total, de seis a oito vítimas do acidente seriam removidas para a Unidade de Urgência e Emergência Referenciada (UER) do Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp, que acionou seu plano de contingência para atendimento de incidente com múltiplas vítimas, elaborado desde a ocasião da Copa do Mundo 2014.

Confira, abaixo, relato dos profissionais do HC que atuaram no atendimento e que foi compartilhado via telemedicina durante reunião da SBAIT, com participação de outros oito serviços do Brasil e da Universidade de Miami no dia 25 de maio.

Relato

“José Benedito Bortoto, médico assistente da Disciplina de Cirurgia do Trauma, foi quem recebeu o primeiro comunicado do SAMU de que várias vítimas graves seriam encaminhadas ao HC. Houve mobilização dentro do HC envolvendo Centro Cirúrgico, Enfermarias e UTI.

“Quando avisaram, a UER já estava lotada. Fiz a opção de conversar com a coordenação da UER e disparar o nosso plano para atendimento a múltiplas vítimas para que o melhor fosse oferecido ao maior número de traumatizados admitidos”, disse Bortoto que ficou responsável pela triagem na entrada da UER.

O médico e coordenador da UER, Marcos Roberto Silva, participou do atendimento e disse que o plano foi desenvolvido antes da Copa do Mundo. Segundo Marcos, após a confirmação oficial do acidente pelo Núcleo Interno de Regulação do HC, essa foi a primeira vez que o plano de contingência para atendimento de incidente com múltiplas vítimas foi utilizado no HC.

“Em 20 minutos conseguimos esvaziar as salas de urgência e o salão que habitualmente tem muitas macas, preparando o local para receber até 12 doentes graves simultaneamente”, revelou Marcos.

O médico e coordenador da Disciplina de Cirurgia do Trauma da FCM da Unicamp, Gustavo Pereira Fraga, participou do atendimento das vítimas junto com os residentes da Disciplina. Segundo Gustavo, a rápida mobilização das equipes médicas e de enfermagem superou as expectativas e profissionais de diferentes setores do HC vieram ajudar.

“Em poucos minutos, após a chegada das vítimas, constatamos que não seria necessário tanto recurso humano e o plano foi desativado. Essa situação foi muito importante para saber que os treinamentos que já ocorreram ajudaram nessa resposta, e que a educação continuada nessa área é fundamental”, revelou o professor da FCM e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Atendimento Integrado ao Traumatizado (SBAIT).

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Reunião da SBAIT via telemedicina compartilhou o relato de caso com outros oito serviços do Brasil e Universidade de Miami

Telemedicina 

No dia 25 de maio, a equipe da Disciplina de Cirurgia do Trauma apresentou – por telemedicina – desde o atendimento pré-hospitalar das vítimas do incidente com os ônibus até o tratamento realizado no HC. A apresentação ocorreu durante a reunião da SBAIT com a participação de outros oito serviços do Brasil e da Universidade de Miami.

A reunião foi acompanhada por profissionais da Santa Casa de São Paulo; Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto USP; Hospital Samaritano de São Paulo; PUC-SP Sorocaba; Universidade Federal do Espírito Santo; Hospital Risoleta Neves da UFMG; Hospital José Frota de Fortaleza e Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto.

A conexão foi realizada na sala do Núcleo de Telessaúde do Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp. Em Campinas, participaram mais de 20 pessoas entre médicos assistentes, residentes, enfermeiros, técnicos e serviço social da Unidade de Emergência Referenciada (UER) do HC da Unicamp.

Antônio C. Marttos Jr., da Universidade de Miami, é um dos coordenadores médicos para a área de saúde nos Jogos Olímpicos RIO 2016. Segundo Marttos, “a discussão de situações complexas como essa e a bem-sucedida experiência ocorrida na Unicamp é fundamental para capacitar melhor os hospitais do Brasil para atendimento à múltiplas vítimas”.

Gustavo Fraga lembrou que a Unicamp, juntamente com a SBAIT, auxiliou no atendimento das vítimas de Santa Maria e coordenou o curso de Resposta Médica Avançada a Desastres, como preparativo para a Copa do Mundo. Ambas as ações também foram realizadas por telemedicina.

Fonte: http://www.fcm.unicamp.br/

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