2ª Conferência Nacional do ATLS comemorou 25 anos de cursos ATLS no Brasil

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Representantes dos núcleos ATLS no Brasil e equipe do Comitê de Trauma Brasileiro

Membros da SBAIT participaram neste sábado , 22 de novembro, da 2ª Conferência Nacional do ATLS, realizada no auditório Berilo Langer do Instituto Central do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

O encontro foi marcado pela comemoração do jubileu de prata dos cursos ATLS no Brasil e reuniu representantes dos núcleos do ATLS ( Advanced Trauma Life Support) de todo o país.

Estiveram presentes no evento, instrutores pioneiros que formaram a primeira turma do ATLS no Brasil, no ano de 1989, como Dr. Izio Kowes , Dr. Newton Djin Mori e Dr. Dario Birolini.

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Dr Newton Djin Mori durante a apresentação inicial

Dr Newton Djin Mori, chairman do Comitê de Trauma Brasileiro do Colégio Americano de Cirurgiões, deu as boas vindas aos presentes e compartilhou os avanços do ATLS e de outros programas nos últimos anos, assim como as novidades e tendências para o ATLS.

Durante a programação da conferência, 19 núcleos de diversas regiões e estados brasileiros apresentaram seus relatórios de evolução do ATLS em casa localidade. Na sequência, Dr. Dario Birolini, um dos idealizadores do programa no Brasil, fez uma retrospectiva dos 25 anos de ATLS no país e Dr Renato Poggetti, contou aos presentes o alcance dos cursos e Programas de São Paulo à América Latina.

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O evento reuniu representantes dos Núcleos ATLS de várias regiões e estados do país

O curso ATLS tem como objetivo aprimorar e padronizar o atendimento, orientando médicos de todas as especialidades na avaliação inicial, no controle e no atendimento do paciente traumatizado. Com carga horária de 20 horas, a programação possui aulas teóricas e estações de treinamento prático.

Idealizado e implantado pelo Colégio Americano de Cirurgiões em 1979, o programa ATLS já foi adotado em cerca de 40 países nos cinco continentes. No Brasil, atualmente são realizados, em média,  120 cursos ATLS por ano. Já são aproximadamente 40.000 médicos formados e 1300 instrutores treinados. Segundo Dr Djin, “a meta é conquistar 500 cursos anuais, procurando alcançar os locais que mais precisam”.

Os Instrutores pioneiros registraram sua mensagem pela solenidade do jubileu dos cursos ATLS no Brasil:

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Dr Izio Kowes

Para Dr. Izio Kowes, do núcleo de Salvador, “O projeto ATLS, que começa há 25 anos atrás,  realmente transcendeu toda nossa expectativa, porque um núcleo pequeno de colegas médicos, abnegados e entusiasmados , cientes da importância de divulgar o atendimento ao trauma e a padronização , levou essa mensagem e padronização para todos os recantos e estados do Brasil . Na minha opinião, isso já é uma história de sucesso. Sabemos que hoje o trauma é a principal causa de mortalidade da juventude nas primeiras quatro décadas de vida. E portanto, além do custo pessoal, o custo para a sociedade é muito alto. E entender o trauma em toda sua totalidade, desde sua prevenção até seu tratamento é fundamental. É isso que estamos fazendo e é isso que modificou realmente o perfil do atendimento do trauma no país. Para o futuro, esse é um projeto que deve expandir, devemos nos organizar e profissionalizar cada vez mais e trabalhar de forma integrada tendo informações centralizadas para que possamos divulgar e difundir cada vez mais esse curso no nosso país.

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Dr Newton Djin Mori

Dr Djin : “Estamos há 25 anos de ATLS no Brasil. Comecei minha jornada no trauma em 1986 na verdade, em uma viagem aos Estados Unidos, com Prof. Dario, Prof. Samir Rasslan, Prof. Admar Pacheco, Prof. John Cock Lane, e o  Prof. Luís Sergio Leonardi, onde conhecemos alguns serviços do país. Era o primeiro contato a ser estabelecido para se fazer um grupo de reconhecimento aos sistemas de trauma. No ano seguinte, um grupo de brasileiros foi a São Francisco participar de um curso de instrutores do ATLS (STARTER) e tornaram-se os primeiros a poderem ministrar os cursos em seus países de origem. Ao voltar, houve um período de latência, começando um impulso em 1992. Hoje somos um grupo muito forte. Esse curso fornece os elementos básicos para a formação de um médico para que ele possa atender um traumatizado. Com isso, há um impacto sobre a morbidade e mortalidade. Esse curso não detém alta tecnologia, são conhecimentos vinculados de uma forma sistematizada e priorizada, que permite aos médicos fazerem o diagnóstico da maior parte das afecções que matam o paciente rapidamente, conseguindo salvá-lo nesse período, e encaminhá-lo ao tratamento definitivo. O evento de hoje é fruto desse curso e hoje somos um grande grupos de médicos no país todo envolvidos no assunto. A SBAIT nasceu aqui também e hoje tem seu caminho próprio. Muitas pessoas hoje perdem sua vida com o trauma, sendo que essa é uma doença totalmente previsível e evitável. Vale a pena estruturar o ambiente hospitalar e pré-hospitalar. Contamos com o empenho do Governo para isso. As Sociedades Médicas já estão fazendo sua parte há muitos anos. Para o futuro, vislumbro uma perspectiva muito boa. Se tivermos um sistema de trauma bem estruturado, nós passaremos a controlar isso e ao invés de nós difundirmos cursos de destreza, para treinar os cirurgiões, talvez então difundiremos cursos para promover prevenção, para ocorrer menos acidentes. Chegaremos lá!

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Dr Renato Poggetti

Dr Renato Poggetti – “A mensagem que o ATLS traz e tem levado a vários países é que ele tem sido a base para aglutinação de conhecimento e potencial humano na área de trauma. É um curso que treina os profissionais da saúde para atender o traumatizado, ao mesmo tempo ele agrega esses profissionais, cria núcleos de multiplicação, treina instrutores. Esse ambiente faz com que esses núcleos acabem trazendo outros programas de treinamento, programas de controle de qualidade e programas de incentivo de melhorias de leis e prevenção ao trauma. Na verdade ele tem funcionado como uma célula que dá início  a uma série de atividades para melhorar o atendimento ao traumatizado como um todo, não só no atendimento inicial, mas também no atendimento pré-hospitalar, atendimento a desastres, técnicas cirúrgicas do trauma, nos programas de controle de qualidade, na prevenção, enfim, é um centro que congrega vários profissionais que acabam se aprimorando e contaminando a comunidade que está envolvida em torno desses núcleos. Esse é o grande valor do ATLS. Nisso o Brasil está de parabéns, por ter esse programa vivo, crescendo, por 25 anos e tenho certeza que vai gerar outros programas e que o traumatizado será melhor atendido em consequência disso.”

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Sra Rute Tomida , primeira secretária do programa ATLS no Brasil

 

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Dr Dario Birolini

 

 

“É uma honra e um orgulho imenso ver a evolução do ATLS nesses 25 anos” – Sra Rute Tomida, primeira secretária do programa ATLS no Brasil.

 

 

Dr Dario Birolini – “Há 25 anos atrás, trauma não era nem sequer considerado como doença. Hoje em dia, graças a essas iniciativas, nós temos não apenas uma conscientização, mas uma clara melhoria do atendimento às vítimas do trauma. Precisamos ir em frente!”

 

Confira imagens que marcaram o evento:

 

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