Prevenção é destaque durante Congresso

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Filipe Amado ( MA), Mariana Desiderá (SP), Andreia P. Scudeiro (RJ), Dr. José Cruvinel Neto (SP), Dra. Simone Habib (SP) e Dr Sandro Scarpelini (SP), integrantes da mesa redonda

Mesa redonda discute a ampliação de programas já consolidados e a participação de acadêmicos

A prevenção do trauma foi amplamente discutida hoje no 11º Congresso da SBAIT (Sociedade Brasileira de Atendimento Integrado ao Traumatizado) e 16º Congresso Brasileiro das Ligas do Trauma. Uma mesa redonda exclusiva sobre o tema permitiu a apresentação de programas já consolidados no Brasil e a importância do envolvimento de médicos e acadêmicos para diminuir a incidência do trauma do País.

O vice-presidente da SBAIT, Dr Sandro Scarpelini, contou as experiências do programa P.A.R.T.Y. Brasil, implementado no País por ele e pela Dra Ana Helena Parra, em 2008, na cidade de Ribeirão Preto. Atualmente, o programa, de origem canadense, tem cinco núcleos no Brasil: além de Ribeirão Preto, há grupos em Campinas, Sorocaba, Vitória e São Luís.

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A Mesa redonda “Prevenção em Trauma” reuniu muitos congressistas interessados no tema.

O P.A.R.T.Y. tem como objetivo sensibilizar jovens sobre os riscos de dirigir depois ingerir bebida alcoólica. São selecionados alunos para uma visita ao hospital. Eles assistem a filmes de prevenção e a palestras com bombeiros, SAMU e Polícia Militar. Depois, percorrem a sala do trauma e o CTI (Centro de Terapia Intensiva) e, em um último momento, voltam para a sala de aula e tem contato com sequelados, vítimas de acidentes. “Temos de falar de um jeito que atinja a cabeça dos adolescentes. A sexualidade é uma delas. Não adianta pregar a vida porque, nessa época, a gente acha que é imortal”, explica.

Em outra palestra, a Dra Simone Abib, presidente da ONG Criança Segura, abordou a prevenção de acidentes na infância. Apresentou dados que mostram que 79% das mortes por causas externas de 1 a 14 anos são causadas por de acidentes, sendo que 41% são de trânsito. Nesta mesma faixa etária, os acidentes são responsáveis por 89% das internações. Situações que, teoricamente, podem ser evitadas com trabalhos de prevenção.

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A mesa gerou muita interação e interesse da plateia

Simone ressaltou que, além do problema de saúde em si, esses acidentes geram muitos outros problemas às famílias afetadas. “Os irmãos se sentem em segundo plano, os pais se separam porque colocam a culpa um no outro…”, destaca. “É preciso prescrever prevenção como se fosse uma vacina”, reforça.

Para ajudar na implantação de programas de prevenção, um dos caminhos é o trabalho das Ligas de Trauma. No Brasil, são 43 ligas filiadas ao CoBralt (Comitê Brasileiro das Ligas do Trauma). Formada por estudantes de Medicina de diversas universidades do País, as ligas já desenvolvem trabalhos de prevenção junto à comunidade. A ideia é aumentar a participação delas nesses programas. O papel dos acadêmicos foi abordado pela Dra Andreia Pereira Escudeiro e reforçado pela presidente do CoBralt, Mariana Desiderá. “A prevenção é importante e a gente sabe que pode fazer. Estamos falando de perda de anos/vida. E é mais fácil, para nós, transmitir este conhecimento para jovens. É mais efetivo falar de jovem para jovem porque somos iguais”, diz.

A mesa foi presidida pelo Dr José Cruvinel Neto. O secretário foi o acadêmico Filipe Sousa Amado.

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