Dr Marttos emociona a plateia ao falar sobre o caso de Laís de Souza

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Dr Antonio Marttos (EUA) durante sua apresentação

O cirurgião do trauma ministrou palestra durante o 16º Congresso da SBAIT

O médico Dr Antonio Marttos se emocionou e emocionou à plateia ao falar sobre o caso da ginasta Laís de Souza, durante o 11º Congresso da SBAIT (Sociedade Brasileira de Atendimento Integrado ao Traumatizado).  Ele coordena, em Miami, o tratamento da atleta desde um acidente, em janeiro, em que ela ficou tetraplégica. Laís descia a pista de esqui de Salt Lake City, quando se chocou com uma árvore e sofreu uma lesão na coluna cervical, com um trauma severo na terceira vértebra. Ela iria participar das Olimpíadas de Inverno 2014.

“De repente, você vê uma pessoa que passou a vida inteira lutando para ter perfeição no movimento, ter de pedir para alguém ajudar a tirar o cabelo dos olhos”, comenta. Depois que sofreu o acidente, Laís ficou quatro meses internada no Hospital Jackson Memorial e, atualmente, faz o tratamento em casa, em Miami. Marttos ajudou no atendimento inicial da atleta e, como cirurgião do trauma, atua na coordenação e no planejamento da recuperação da ginasta.

“Este caso foi muito marcante para mim. Como é bom ser médico, né? Como é bom ser enfermeiro, profissional da saúde. A gente conseguiu pegar uma menina que tinha tudo para estar deprimida, estar triste… e conseguiu motivá-la, usar a força interior dela de atleta para buscar a reabilitação, a se superar”, destaca. E a participação dele na recuperação de Laís vai muito além do hospital. “Estar junto com ela na primeira vez em que ela saiu em público, passar segurança para ela, ir para a piscina com ela. É muito bom ser médico”, diz. “E mesmo com todas essas situações, ela está sorrindo”, completa.

Ele usou o caso de Laís como um exemplo para que os médicos presentes não desistam de melhorar o atendimento a seus pacientes, mesmo no caso do Brasil, que ainda tem muito a evoluir na saúde. “A essência de ser médico a gente não deve esquecer jamais. A importância de lutar por melhores condições, por nosso paciente. A gente nunca pode esquecer”, frisa.

No início deste mês, Laís iniciou um tratamento inédito para tentar recuperar os movimentos. Ela foi a primeira pessoa a receber autorização do governo americano para receber injeções de célula-tronco.  Foram retiradas células da bacia e injetadas no local da lesão.

Durante a conferência “Traumatismo Raquimedular: abordagem multidisciplinar”, Marttos também falou dos avanços no tratamento de pacientes com lesões deste tipo. Contou sua experiência nos Estados Unidos, onde atua, e ressaltou a importância de um atendimento planejado e que envolva múltiplas áreas, como a psicologia e a fisioterapia.

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