SBAIT se firma como líder do preparo para atendimento a desastres

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Dr Tércio de Campos ( Santa Casa SP)

Entidade promove cursos para que equipes médicas de todo o país possam agir com maior eficiência em situações que envolvam múltiplas vítimas

A liderança da SBAIT (Sociedade Brasileira de Atendimento Integrado ao Traumatizado) na comunicação e preparação de equipes para catástrofes foi um dos pontos destacados durante a Mesa Redonda “Atendimento a Desastres”. Preocupada com possíveis acidentes com múltiplas vítimas durante a Copa do Mundo, a entidade começou uma mobilização de médicos de todo o País para que estivessem preparados para agir em uma situação como esta.

Dr Técio de Campos, um dos palestrantes, abordou o legado da Copa e, entre eles, mencionou que a SBAIT ganhou respeito como líder em situações de catástrofe.  A Sociedade organizou cursos presenciais e via telemedicina com equipes de várias cidades do País, principalmente as cidades-sede do campeonato, para preencher uma lacuna deixada pelo governo federal, que se empenhou nos estádios, mas não elaborou um plano nacional de atendimento a desastres, mesmo sendo anfitrião de um grande evento, que trouxe milhares de turistas ao Brasil.

Paralelamente aos cursos, a SBAIT criou um grupo de médicos no WhatsApp, facilitando a comunicação entre eles na discussão de casos durante a Copa. Os resultados foram tão positivos, que o grupo foi mantido após o mundial, permitindo maior agilidade na comunicação entre os profissionais e a possibilidade de eles serem acionados como voluntários no caso de um desastre com múltiplas vítimas.

O planejamento é fator fundamental no atendimento a desastres. E a capacitação faz toda a diferença. O assunto foi abordado pelo presidente do Comitê de Desastres da Sociedade Pan-americana do Trauma, Dr Bruno M. Pereira, que também ministrou palestra durante a Mesa Redonda. “Capacitação é um tema muito difícil de ser abordado. Muitas vezes, o inesperado pode nos pegar de surpresa”, diz, lembrando o ataque às Torres Gêmeas, nos Estados Unidos, em 11 de setembro 2001. Reforçou que é necessário muito treinamento para se ter habilidade e que a capacitação pode, por exemplo, permitir resultados mais otimizados e reduzir a incidência de erros, aumentando a segurança das equipes e das vítimas.

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Dr. Antonio Marttos ( Universidade de Miami -EUA)

Dr Antonio Marttos, brasileiro erradicado nos Estados Unidos, completou que, mesmo com muito treinamento, em situações reais, haverá falhas, já que há o fator humano e o estresse da situação. Marttos lidera um programa de telemedicina, que envolve hospitais e equipes de todo o mundo. Ele é diretor de Telemedicina do Ryder Trauma Center, em Miami, e um grande parceiro da SBAIT neste tipo de treinamento. A Telemedicina tem sido um recurso fundamental na troca de experiências entre médicos do Trauma, com reuniões semanais para a discussão de casos.

O Dr Paulo Roberto Carreiro, do Hospital João XXII, de Minas Gerais, foi o último palestrante e falou sobre a preparação de hospitais para atendimento de múltiplas vítimas. Ele destacou que este não é um problema apenas da emergência, mas sim de todos os setores do hospital, que precisam estar envolvidos. Disse, ainda, que cada setor tem o seu plano e que é a atuação de todos esses planos que formam o plano geral do hospital.

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