Membro da SBAIT apresenta estudo inédito sobre atendimentos aeromédicos

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A mesa examinadora, composta, da esquerda para a direita, pelos médicos Maria Cecília de Toledo Damasceno, Gustavo P.Fraga e Antônio Luís Eiras Falcão

O médico Ricardo Galesso Cardoso, membro da SBAIT (Sociedade Brasileira de atendimento Integrado ao Traumatizado) e gerente de Treinamento do GRAU (Grupo de Resgate e Atenção a Urgências e Emergências) da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, desenvolveu um estudo inédito sobre os atendimentos aeromédicos da região de Campinas, que começaram a ser feitos em 30 de junho de 2010. Os resultados se transformaram em sua tese de Mestrado, apresentada na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), dia 24 de julho.

O objetivo do estudo, denominado “Resgate Aeromédico a Traumatizados na Região Metropolitana de Campinas”, era analisar o perfil dos doentes atendidos pelo sistema de resgate aeromédico da RMC (Região Metropolitana de Campinas), levando em consideração critérios de triagem e acionamento, tempo de resposta, tempo de atendimento e de transporte, procedimentos invasivos realizados no Atendimento Pré-Hospitalar, gravidade dos doentes, morbidade e mortalidade.

Para isso, foram analisados prontuários e fichas médicas de 220 pacientes, que foram levados ao HC (Hospital das Clínicas) da Unicamp, entre julho de 2010 e dezembro de 2012. Os números apontam que 78,6% (173) das vítimas eram do sexo masculino, com idade média de 32 anos. Em 207 casos, ou seja 94,1% dos atendimentos, houve traumas contusos, causados, em sua maioria, por acidentes de trânsito, sendo 30% com motocicletas (30%) e 23,2% com automóveis.

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Fraga comenta o trabalho de Galesso

O estudo apontou, ainda, que o tempo médio de resposta foi de seis a dez minutos. Em média, o tempo de atendimento na cena foi de 21 minutos. De forma geral, entre o acionamento da equipe de resgate e a chegada ao hospital, foram levados 42 minutos. “Nós percebemos que quanto mais grave, maior a demora na cena”, explica Galesso.

De todos os casos, 36,8% eram de pacientes em estado grave. Os demais eram casos mais leves. “Precisamos considerar, também, que muitos pacientes são jovens e ainda não demonstravam, durante o resgate, a gravidade das lesões que tinham”, pondera Galesso. Em torno de 19,5% dos casos, houve uma supertriagem, ou seja, não havia necessidade do acionamento do resgate aéreo.  Ele considera este índice alto e disse que é necessário melhorar os critérios, no entanto, ressaltou que, muitas vezes, a avaliação é subjetiva e é preciso tomar cuidado para que não haja uma subtriagem, o que poderia colocar vidas em risco.

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Galesso responde às perguntas da banca

Levando em consideração a evolução dos casos, o estudo aponta que 84,1% tiveram alta, sendo 14,1% em menos de 12 horas e 23,7% em menos de 24 horas. Em torno de 53,3% passaram por cirurgia. Os números apontam, ainda, que 15,9% das pessoas resgatadas morreram.

De acordo com Galesso, os resultados da região de Campinas são muito semelhantes aos encontrados na literatura mundial. Durante sua apresentação, ele fez uma explanação sobre a evolução do transporte médico aéreo e explicou que, no Brasil, o Resgate Aeromédico é realizado apenas pela Aviação Militar e de Segurança Pública, já que tem regras diferenciadas, como, por exemplo, poder pousar no meio de uma avenida para fazer um resgate, o que não é permitido a empresas particulares.

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Após a apresentação, membros da banca e Galesso posam para a foto

Contribuíram com o estudo a aluna da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp Carina Fontana Francischini, o diretor do GRAU Jorge Michel Ribera, o gerente do GRAU Ricardo Vanzetto e o presidente da SBAIT e coordenador da Disciplina Cirurgia do Trauma da Unicamp, Gustavo P. Fraga, que também foi o orientador de Galesso. Fraga destacou a importância deste estudo. “Ele é único. Se daqui a 40 anos, alguém fizer um estudo sobre o atendimento aeromédico no Brasil, avaliando a gravidade e evolção dos doentes, terá de citar o seu, que é o primeiro”, diz.

Além de Fraga, que presidiu a banca, também avaliaram o trabalho de Galesso, Antônio Luís Eiras Falcão, da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp, e Maria Cecília de Toledo Damasceno, da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo). Como suplentes da banca, estavam Elcio Shiyoiti Hirano, também da FCM da Unicamp, e José Gustavo Parreira, da FCM da Santa Casa de São Paulo.

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3 Responses to Membro da SBAIT apresenta estudo inédito sobre atendimentos aeromédicos

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  2. Patrícia says:

    Boa noite, em 2010 foi publicado um estudo na Revista da Escola de Enfermagem da USP, sobre os pacientes atendidos pelo aéreo em Pernambuco. Estou desenvolvendo um trabalho na mesma linha e pretendo publicá-lo também e gostaria muito de ter o trabalho do Dr. Galesso como referência. Att.

  3. sbaitbrasil says:

    Olá, Patrícia.
    Dr Galesso já está ciente e deve entrar em contato com você para orientá-la a respeito.
    Agradecemos seu contato .

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