II World Trauma Congress – WTC, continuando em Frankfurt o ideal realizado no Rio em 2012.

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Phillipe Abreu, R2 Cirurgia Geral – UNESP/Botucatu

Se em diversas áreas da medicina o Brasil não ocupa um lugar de destaque mundial devido a falta de investimentos em pesquisa e a falta de tecnologia para competir, na Cirurgia do Trauma desenvolvemos o que de melhor existe para o diagnóstico e tratamento dos pacientes. Esta é uma área que se desenvolveu essencialmente em torno das Guerras, tendo sempre grandes avanços em períodos de conflito. Apesar de nunca termos liderado um combate contra povos adversários, a constante guerra cotidiana que enfrentamos nessa selva de pedras permitiu sermos referência para o tratamento de emergências cirúrgicas.

Em 2012 sediamos no Rio de Janeiro o 1o Congresso Mundial de Trauma, fruto do empenho pessoal de grandes especialistas brasileiros e institucional das sociedades da área de diversos países. Marcado por ampla participação, em especial estudantil, possibilitou a organização de um segundo evento mundial, tendo como palco a cidade de Frankfurt, Alemanha.

Concomitante ao Congresso Europeu de Cirurgia de Emergência e Trauma, o II WTC irá reunir novamente os grandes nomes Brasileiros e mundiais da especialidade, trazendo os temas que vem sendo aplicados no cotidiano americano e brasileiro, a medicina do velho continente, que não possui a mesma tradição no cuidado de emergência.

Como forma de estimular a participação de estudantes e residentes, a Sociedade Europeia de Cirurgia de Emergência e Trauma – ESTES, promoveu uma seleção de trabalhos científicos conferindo bolsa de viagens a alguns participantes para levarem suas publicações a Frankfurt. Com o apoio da SBAIT e da Sociedade Panamericana de Trauma – SPT, conseguimos ganhar este prêmio, e com muito orgulho e responsabilidade, apresentaremos os estudos desenvolvidos no Hospital do Trabalhador da UFPR, através da Liga Acadêmica do Trauma – LiAT, e no Hospital das Clinicas da UNESP.

Os congressos de trauma e cirurgia geral sempre são repletos de estudantes, principalmente por ser uma especialidade ligada diretamente com a graduação, independente da intenção de seguir uma carreira cirúrgica. Geralmente há prêmios para trabalhos de estudantes e residentes, que certamente devem ser disputados por nós, Brasileiros. Ganhamos o primeiro lugar no prêmio da Panamerican Trauma Society – PTS nos últimos 3 anos consecutivos, disputando com americanos, canadenses e toda América Latina. Com o prêmio no Congresso Mundial, fica a mensagem de que devemos sempre mandar nossos trabalhos e disputar os prêmios disponíveis.

O simples que fazemos no dia-a-dia de nossas faculdades pode ser inovador no mundo da Cirurgia do Trauma.  A abertura a participação que nossos docentes nos proporcionam no Brasil permite que o trabalho de estudantes e residentes alcance projeções inimagináveis em outros países.

Isso e a Cirurgia do Trauma, a especialidade que mais encanta os alunos de medicina e que mais nos ensina para a prática em prontos-socorros após o término da graduação.

Por Phillipe Abreu, R2 Cirurgia Geral – UNESP/Botucatu

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